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Melhor Caminho

PROGRAMA MELHOR CAMINHO

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 O PROGRAMA MELHOR CAMINHO não é obra de terraplenagem

é uma solução de MOBILIDADE!

 

 

O Programa Melhor Caminho foi instituído pelo Decreto nº. 41.721 de 17 de abril de 1997, destinado à elaboração de convênios entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e prefeituras municipais para a execução de obras de recuperação de estradas rurais de terra.

A proposta do Programa Melhor Caminho é de interesse social. Ela está respaldada pela Lei nº. 6171 de 04 de julho de 1988 e regulamentada pelo Decreto nº. 41.719, de 16 de abril de 1997, que dispõe sobre o uso, conservação e preservação do solo agrícola.

 

Tem como objetivos:

·       Readequação das plataformas das estradas rurais de terra, com ou sem a elevação do “greide estradal”, para a implantação de sistema de drenagem superficial eficiente;

·       Dotar os pontos de sangra da estrada (deságüe) de estruturas que evitem a ocorrência de processos erosivos nas propriedades lindeiras, como terraços ou bacias de captação, favorecendo a infiltração das águas pluviais e a recarga do lençol freático.

·       Melhorar as condições de suporte e rolamento das pistas das estradas rurais com a execução de revestimento primário.

 

Benefícios:

·       Estradas rurais de terra com boas condições operacionais e de conforto, segurança e trafegabilidade aos usuários;

·       Preservação dos recursos naturais – especialmente a água e o solo – reduzindo os efeitos dos processos erosivos e o assoreamento dos cursos d`água.

·        Redução dos custos dos transportes dos insumos e da produção agrícola;

·        Redução do custo de conservação e prolongamento da vida útil da estrada;

·        Promoção da melhoria da qualidade de vida da população da região beneficiada;

·        Transferência de tecnologias de conservação de estradas rurais de terra às administrações municipais por meio de treinamentos

 

UMA TECNOLOGIA DE RECUPERAÇÃO AMBIENTAL CERTIFICADA

 

1O diferencial do modelo de intervenção para a recuperação de estradas rurais de terra, preconizado pelo Programa Melhor Caminho, além da garantia em promover melhorias para a operacionalização da estrada, está na implantação de práticas conservacionistas do solo e da água. Assim, desde 2002, a CODASP é certificada pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini em Projeto, Planejamento, Execução e Controle de obras de adequação de estradas rurais de terra, com ênfase na conservação do solo e da água, pelo cumprimento dos requisitos da norma NBR ISO 9001:2008.

 

10.000 km de MELHOR CAMINHO já realizados para a população do Estado de SP

 

Com 15 anos de existência, o Programa "Melhor Caminho" já recuperou mais de 10.000 km de estradas rurais de terra no estado de São Paulo e a intensidade com que ainda é requisitado demonstra o sucesso de seu empreendimento e das políticas públicas.

 

ETAPAS DO PROCESSO

 

321 - AVALIAÇÃO PRELIMINAR (Levantamento de Dados)

O inicio dos trabalhos se dá com uma Vistoria Técnica que é realizada por um profissional qualificado da CODASP. O técnico vai até o local da futura obra e o percorre todo realizando o levantamento cadastral georreferenciado do trecho a ser recuperado, registrando os pontos críticos, inclusive da vegetação passível de supressão.

 

 

 

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1.1 - Pré-projeto e Plano de Trabalho

No Centro de Negócios (CN) responsável pela obra, é elaborado um pré-projeto, um plano de trabalho e o orçamento da mesma. Um engenheiro agrônomo e um técnico operacional definem as ações mais apropriadas e os equipamentos necessários para a execução da obra, baseados nos requisitos apresentados pelo cliente e nos dados extraídos dos levantamentos de campo.

 

 

2 - INÍCIO DAS OBRAS

 

2.1 - Mobilização/Desmobilização65

Define a logística dos deslocamentos de pessoal e equipamentos durantes todas as etapas de uma obra, assim como o fornecimento dos insumos (abastecimentos dos equipamentos, tubulações, material granular e etc.) em determinadas fases da intervenção, garantindo o cumprimento do cronograma da obra, as quantidades e qualidade do serviço.

 

 

2.2 - Locação e Acompanhamento Técnico

8Equipes de topografia da CODASP fazem todos os levantamentos e demarcações necessárias para a implantação da obra. Inicialmente com a delimitação da faixa de trabalho e também durante todas as etapas da recuperação da estrada. Essas marcas servem de referência aos operadores dos diversos equipamentos, na execução de seus serviços e evitam movimentações desnecessárias de solo.7

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

92.3 - Terraplenagem - A grande movimentação de Equipamentos

Regularmente, após a obtenção das autorizações e licenças necessárias para liberação da obra (em particular a ambiental) e também quando é necessário o uso de áreas de empréstimo laterais que fornecerão o volume de solo previsto para elevação do greide da estrada e para a readequação de sua plataforma, é realizada a retirada das cercas das propriedades lindeiras ao trecho a ser recuperado.

 

  

2.4 - Raspagem de Solo - Limpeza da área de empréstimo10

No início da terraplanagem e antes do abatimento ("quebra") dos barrancos, é necessário realizar a raspagem do solo na faixa de trabalho, no entorno do leito da estrada, na área de empréstimo. O material superficial proveniente da raspagem é composto da parte orgânica do solo, restos vegetais e sementes. Esse material é removido e separado para que ao final da obra seja espalhado e auxilie no recobrimento da área de empréstimo.

 

 

 

2.5 - Abatimento (quebra) dos Barrancos

11O abatimento, também chamado de "quebra" de barrancos, que é feito para a elevação do greide estradal, é uma atividade de terraplenagem de alto custo operacional, porque demanda cerca de 25% a 30% do tempo da obra e representa 40% de seu custo total. Isso acontece porque na maioria dos casos as estradas estão "encaixadas" devido ao sistema incorreto de conservação adotado de "patrolagem" do leito da estrada e pelo natural processo erosivo pelo qual sua respectiva plataforma está exposta. Para essa operação diversos equipamentos pesados podem ser usados separados ou em conjunto. Destacamos os tratores de esteira do tipo AD14 e D7, as escavadeiras hidráulicas e as pás carregadeiras, entre outros. O volume de solo trabalhado é calculado e previsto em metros cúbicos (m3) e dá a dimensão da obra, conforme prevista no Plano de Trabalho.

 

 

3 - Sistema de Drenagem Superficial - TERRAÇOS e BACIAS DE CAPTAÇÃO12

Definido o novo greide, a plataforma da estrada é conformada para o estabelecimento do sistema de drenagem superficial que proporcionará sua maior vida útil. 13O sistema que possibilita a rápida retirada da água da superfície da estrada reduzindo sua degradação passa pelo abaulamento da pista de rolamento, construção de sarjetas laterais, lombadas e de pontos de sangra direcionadas para terraços ou bacias de captação.Em função de fatores, como: tipo de solo, precipitação pluviométrica no local, relevo (declividade do trecho), é que  ão construídos os "Terraços" ou "Bacias de Captação" (estruturas de captação e armazenamento de água) ao longo da estrada, bem como as "lombadas", cujas funções são de seccionar as "lançantes" e direcionar as águas da chuva para fora do leito, para as estruturas de captação. Na imagem podemos ver os "terraços", também conhecidos por "bigodes" e a bacia de captação, ambos cheios d'água da chuva.
1514O seccionamento do trecho e essas estruturas, evitam a formação de enxurradas e o carreamento de solo para as baixadas, que assoreiam os cursos d`água. Além disso, este trabalho possibilita a infiltração das águas pluviais no solo de modo lento e controlado, abastecendo o "lençol freático" e provocando o surgimento de novas nascentes ou melhoria nas vazões das já existentes. Dessa forma evitamos erosões e favorecemos a recarga do lençol freático.

 

 

4 - REVESTIMENTO PRIMÁRIO

O revestimento primário é a fase da execução do projeto "Melhor Caminho" na qual temos a maior diversidade de máquinas e equipamentos sendo utilizados em conjunto e/ou na sequência das etapas; fase em que a mistura solo e brita é preparada no local ou em área próxima a obra.
O revestimento é executado, para dar a pista da estrada boas condições de rolamento, aderência, segurança e conforto ao usuário. Veja a seguir alguns dos equipamentos pesados em ação.

 

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4.1 - Ensaios de Laboratório2324

Quando necessário, são realizados em unidade móvel no local da obra, alguns ensaios de laboratório do solo, para definição do material a ser empregado no revestimento primário do trecho ou seu comportamento quanto à deformidade e   resistência. Esse conjunto atua com vistas a obter um tratamento que garanta um revestimento de alta estabilidade e essa operação é importante para se obter a qualidade esperada no resultado final.

 

26255 - OBRAS COMPLEMENTARES

São as obras que complementam os serviços de intervenção na recuperação do trecho da estrada, com serviços pontuais. Completam os serviços de drenagem superficial ou corrente como na instalação de travessias de águas, na drenagem profunda para vencer atoleiros, na contenção de águas áreas de contribuição laterais, etc.

 

 

 

 

 

6 - INOVAÇÃO E MELHORIA

 

2728-Baseado no princípio da melhoria contínua de nossos serviços e de acordo com as necessidades dos clientes, o Programa "Melhor Caminho" tem recebido algumas inovações tecnológicas, dentre as quais destacamos ensaios com29 diversos estabilizantes de solos. Recentemente a aplicação do ARM (Agregado Reciclado Misto), proveniente do entulho  a construção civil e de demolições, tem se mostrado uma saída técnica inteligente, pela redução da deposição irregular do entulho, deixando de usar recursos naturais não renováveis e estimulando o desenvolvimento sustentável.

 

 

  

 Imagens antes e depois de obras realizadas em São Sebastião da Grama - SP em 2008.

 

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 Imagens antes e depois de obras realizadas em Inúbia Paulista - SP em 2008.

 

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